domingo, 6 de outubro de 2013

Traficantes se fortalecem e já movimentam R$ 1 milhão por mês em comunidade do RJ


Um veículo da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) que transportava 11 detentos do Fórum de Araruama para um complexo penitenciário no Rio passava pela BR-101, no trecho da Niterói-Manilha, quando foi surpreendido por 20 homens fortemente armados. Eles usaram carros e dois caminhões para fechar a pista. Com toucas, coletes e pelo menos dez fuzis, dispararam mais de 20 vezes na direção do veículo, deixando um agente penitenciário morto. Segundo a polícia, a ação, em junho, tinha como objetivo o resgate de um chefão do tráfico de um conjunto de favelas em Itaboraí, que virou ponto estratégico para a distribuição de drogas de uma das principais facções do Rio.
A Seap fazia o transporte de Lindomar de Oliveira Brant, o Dodô, preso desde 2004. Mesmo atrás das grades, ele dá as cartas no tráfico do conjunto de favelas da Reta Velha, com movimentação financeira de R$ 1 milhão por mês, de acordo com cadernos com a contabilidade apreendidos pelo 35º BPM, unidade que cuida do policiamento em Itaboraí. Segundo a polícia, um faturamento administrado por contadores formados, que explodiu graças a uma posição geográfica capaz de colocar uma favela de uma cidade da região metropolitana com apenas 220 mil habitantes na rota do tráfico no estado.
No acesso à Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), traficantes na Reta Velha têm contato direto com a facção que atua em São Paulo. E administram o “negócio” como uma espécie de firma, com filiais e representantes em outras cidades. De acordo com a polícia, a Reta Velha abastece com armas e entorpecentes a Região dos Lagos e cidades omo Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito, Tanguá, Maricá e Nova Friburgo.
Em Cachoeiras de Macacu, por exemplo, a 40 quilômetros da favela, os representantes eram os irmãos Jorge e Rogério Gomes Gandra, presos em maio pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, que começou a investigar a Reta Velha desde o começo do ano passado, após a denúncia da existência de um cemitério clandestino onde seriam enterrados os condenados pelo tribunal do tráfico.

Extra Online

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