Já estão em poder da polícia imagens de câmeras de segurança de
estabelecimentos próximos ao terreno baldio onde a menina Rebeca Miranda
Carvalho dos Santos, 9 anos, foi estuprada e morta, na Favela da
Rocinha, na noite de sábado. Os registros feitos na madrugada de
domingo, segundo o delegado Henrique Damasceno, da Divisão de Homicídios
(DH), podem ajudar a identificar o autor do crime. O laudo do Instituto
Médico-Legal (IML) confirmou que a criança foi vítima de violência
sexual e esganadura. No corpo de Rebeca também foram identificadas
marcas de mordidas.
Alguns dos sete depoimentos prestados - inclusive o da mãe da
menina, Maria Miranda - terão de ser refeitos, pois, segundo o delegado,
as testemunhas ainda estavam em choque quando compareceram pela
primeira vez à delegacia. O depoimento do menor que teria visto um homem
negro, com agasalho verde, saindo do terreno em que o corpo foi
abandonado, também inspira cuidados. A criança será ouvida na companhia
de psicólogos, que avaliarão seu estado emocional.
O corpo de Rebeca foi sepultado ontem de manhã, no Cemitério São
João Batista, em Botafogo. Entre os cerca de 70 presentes estava a
comandante da UPP Rocinha, major Pricilla Azevedo, que negou haver falta
de patrulhamento nas vielas da favela e disse acreditar que o crime foi
premeditado. "As características mostram que o criminoso articulou o
ato e estudou o local", opinou a oficial sobre o crime, cometido a menos
de 100 metros de uma base da UPP.
O delegado Damasceno, por sua vez, considera precipitada qualquer
conclusão. "Trata-se de um crime bárbaro, que tem sido investigado com
cautela pela Polícia Civil. Contamos com o apoio das forças
pacificadoras e dos moradores da Rocinha", pediu o policial.
Meia Hora

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